(Um) m(M)onólogo (um)
Eu só queria voltar a ser tola de novo. Ignorar tudo de novo. Esconder tudo que não gosto. Dói crescer, meu corpo de dentro se retrai e se contorce pra dar espaço pra outras pessoas, onde antes só tinha eu e o meu desequilíbrio. Era tão mais simples antes, eu até conseguia entender. Acontecesse o que acontecesse, estava apenas seguindo ordens! Mas agora. É como se eu estivesse pintando tudo com lápis de cor. Se eu errar, até dá pra apagar, mas tem que fazer muita força e sempre fica uma mancha feia lá. E às vezes o papel rasga ou amassa sem querer e dá vontade de jogar fora.
Esqueci do que tava falando. Acho que era algo importante pra mim... O que é importante pra mim o que é importante pra mim o que é importante pra mim... A verdade. Sim, a verdade é importante pra mim. Mas eu não gosto muito dela. Gosto tanto quanto se gosta de capim. Nenhuma relação.
Preciso de um nome, um nome pra não acharem que sou eu. Agora eu sou Amanda. Porque Amanda pode falar o que Luana não pode. E Amanda diz que se arrepende de algumas coisas... Mas não fala do quê porque nem com um outro nome eu consigo falar livremente!
Eu não deveria estar nesta sala escura. Eu preciso de uma janela, pra ver e saber que enquanto o céu estiver azul, tudo estará bem.
Mas por que justo hoje tá nublado?
6 comentários:
Pois é, também esqueci do que você falava.
Isto é diarréia mental,resultado da Amanda fingir ser tola enquanto Luana não consegue.
A propósito, gosto de chá de capim.
Existe chá de capim?
Capim cidreira Amanda tola. Você não me engana Luana, você sabia. Não exclua o comentário no "Com um pouco de atraso"
Cymbopogon citratus
"...a porta ainda está aberta
mas da janela já não entra luz..."
é.. eu odiava quando errava na hora de pintar o desenho xP
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