O último sobre ela
Olá, despertador. É hoje que me desfaço de você. Sabe por quê? Você é a única coisa dela que permaneceu aqui. Você é um despertador com uma história que rejeito. Desfiz-me de tudo que veio dela: fotografias, palavras, presentes, e esqueci-me de você. Porque você me era útil, você me acordava e me mostrava as horas. Mas é esse o problema. Não pode ser algo dela a me acordar e a me fazer levantar da cama. Assim como a referência de passagem de tempo da minha vida não pode ser algo dela.
Desfaço-me de você e liberto-me do último resquício material dela.
É assim que funciono: longe dos meus olhos, longe da minha mente.
Finalmente.
5 comentários:
not so easy jezz, not so easy...
pois é... quem dera...
Que maravilhoso *-*
Acho que não ficava com o despertador só por que era funcional. /\:
Você quer outro despertador? Seria tão útil quanto esse ^^
É interessante pensar que objetos carregam mais coisas do que eles mesmos...
Eliza:
thaank you!! E, sabe como é, o negócio é funcional e aí você esquece da onde ele veio, até você olhar pra ele como da primeira vez.
Matheus:
te respondo pessoalmente.
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